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LEMBRANDO O REI DO ROCK EM 'ELVIS PRESLEY - THE SEARCHER'

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  Talvez um das mais significativas homenagens ao lendário Elvis Presley - o até hoje denominado 'Rei do Rock' - nesses 44 anos de sua morte (completados no último dia 16 de agosto), tenha sido o lançamento do meticuloso e bem acabado documentário Elvis Presley: The Searcher , na mais popular plataforma streaming do momento, a Netflix. É crucial essa situação: fruto de uma era já tão distante e praticamente monolítica para uma boa parte da geração atual, constituída através das décadas de revolução midiática e tecnológica 'non-stop' dos bytes, infovias, MP3 e spotifies da vida, qual seria a relevância de ainda se discutir o legado de Elvis nos dias atuais? O que pode aproximá-lo mais da garotada que pula de uma faixa para outra sem a menor cerimônia, e se liga mais nos efeitos ruidosos que um vídeo no YouTube, atrelado ao baticum eletrônico do pop, tem a lacrar, em milhares de likes e visualizações? Interessante, mas o trabalho do diretor Thom Zimny se sai bem nesse ...

O CINQUENTENÁRIO DE UM CLÁSSICO DO BLACK SABBATH

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  O pôster interno que vinha acompanhando o disco, no lançamento original inglês, de julho de 1971 Um álbum que retrata uma das mais representativas bandas do mundo, em seu momento de ápice total, ainda em pleno início de carreira. Um álbum que também, sem querer, inaugura um novo estilo de som, uma ramificação de uma das vertentes mais sombrias e poderosas do heavy metal, hoje classificado como doom metal . Metal lento, arrastado e pesadão. Isso era Master of Reality , lançado originalmente pelo Black Sabbath em 21 de julho de 1971 - completou 50 anos, esses dias. E continua reverenciado como um dos melhores trabalhos do grupo até hoje. Falar do impacto que esse disco teve, em toda uma geração, é chover no molhado. Mas ainda é bacana pensar em como alguns desvios de percurso, em casos específicos, ajudam a criar novos caminhos - no caso do grupo de Ozzy Osbourne (vocais), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo), e Bill Ward (bateria), a questão mais predominant...

MAD MAX: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA SÉRIE

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  Em 1979, chegou aos cinemas do mundo todo um dos mais emblemáticos representantes do cinema de ação futurista e distópica, prevendo o esfacelamento de uma sociedade pós-conflitos nucleares mundiais, com a franca decadência da polícia e das autoridades públicas, à mercê da extinção das cidades,  e de volta à barbárie.  Nesse cenário apocalíptico, o mundo se torna povoado por gangues selvagens dotadas de motos, bem como de carros tunados e adaptados para correr o máximo com o mínimo de combustível - reflexo da crise dos combustíveis resultante da quebra progressiva da economia global, e que logo atinge também a distribuição de água potável, líquido cada vez mais raro, devido ao desmantelamento da civilização organizada, e aos índices ainda presentes de radiação provenientes das guerras. Esse era o plot em que se desenvolvia o roteiro de Mad Max , que ao girar em torno do simples e clássico tema da vingança, envolvendo um heróico policial que ainda resiste às mu...

JUSTIÇA SEJA FEITA A: RONNIE LANE

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  Se observarmos com cautela a imensa galeria de artistas que já se foram, e que marcaram uma determinada época na história do rock e da música pop, teremos grandes surpresas ao nos deparar com gente talentosa, de um brilho e uma criatividade impressionantes, mas que acabaram sendo ofuscadas por outras figuras (com uma maior força de promoção e marketing), ou devido a algum equívoco da mídia, sempre desatenta a tantas estrelas em potencial que, por algum motivo, não fizeram 'aquele sucesso' que mereciam. Hoje, precisamos fazer justiça a Ronnie Lane - cantor, compositor e baixista britânico com passagem em agremiações lendárias e com parcerias incríveis no mundo da música inglesa, e que permanece, talvez, como um dos grande heróis esquecidos dos anos 60/70 do século XX. Quando pensamos em duplas de compositores que fizeram o pau cair a folha, nessa época dourada do rock como fenômeno de massa e difusor/catalisador de modas e costumes jovens, imediatamente nos vem à mente parce...

O SUB-CONTEXTO SOCIAL EM 'O DIA DA IRA'

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  Há um tempo atrás, neste blog, falamos sobre Meu Nome é Ninguém (você vê aqui ), uma pequena grande obra-prima do cineasta italiano Tonino Valerii (1934 - 2016), exímio diretor de spaghetti westerns e discípulo do  lendário Sergio Leone - da trilogia dos dólares com Clint Eastwood, e o fundamental Era uma Vez no Oeste (1968). Hoje, retomamos a obra desse competente artífice do gênero, com outro filme belíssimo e marcante, lançado ainda em um período áureo dos faroestes com aquele gostinho de pizza e canelone: O Dia da Ira (I Giorni Dell'Ira, de 1967), com dois ícones do estilo liderando o elenco - ninguém menos que Giuliano Gemma , egresso do fenômeno O Dólar Furado (1965), e Lee Van Cleef , o "homem mau", de antigos westerns americanos como Matar ou Morrer (1952), e sendo reinventado como o facínora fatal e rápido no gatilho, em produções italianas. É sempre interessante notar como os cineastas da "terra da bota" nunca deixaram de fazer suas críticas a r...

HÁ 55 ANOS ATRÁS, OS BYRDS ENTRAVAM NA QUINTA DIMENSÃO

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Talvez fosse só intriga da oposição, fofoca. Talvez fosse sutil ironia do destino: como assim, um "pássaro" teria medo de voar? É, mas o fato era esse: o grupo americano de folk rock The Byrds (os pássaros!) adentrava 1966 no auge do seu sucesso, tidos como a resposta perfeita dos EUA aos ingleses Beatles, com dois álbuns no topo das paradas (os antológicos Mr. Tambourine Man e Turn! Turn! Turn! , de 1965), perdendo um de seus principais membros, o cantor e compositor Gene Clark , pois este teria alegado que o medo de voar de avião, devido às cada vez mais extensas turnês e shows do grupo, estava o deixando estressado e paranóico, e aquele não era o estilo de vida que ele havia sonhado para ele, afinal. Motivação essa que, ao longo dos anos e com a continuidade da carreira musical solo de Clark, provou ser meio furada - muito se alardeou posteriormente sobre a sua saída, pois havia muito mais motivos relacionados a questões empresariais e divergências criativas entre ele e ...